sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Determinação dos lúmens das lâmpadas e lumens eficientes




Os equipamentos fotométricos e os medidores de luz são geralmente calibrados conforme a sensibilidade espectral dos cones, ou seja, na visão fotóptica. Assim, o fluxo luminoso das lâmpadas, os lúmens, são avaliados somente em termos da sua resposta fotóptica. A determinação dos lúmens das lâmpadas é realizada em função da potência espectral da lâmpada e da resposta visual do olho humano (curva V(λ)), ou seja, é a somatória, no espectro visível, das multiplicações das potências da luz em cada comprimento de onda λ pelo valor de V(λ) ou sensibilidade do olho no comprimento de onda equivalente, dado pela formula abaixo:

Lúmen da Lâmpada = K Σ Potência da luz (λ) . V(λ) . Δλ ,

na qual K é uma constante.

Portanto, a eficiência das fontes de luz está baseada sobre o lúmen fotópico. Alteradas as condições de visão, a curva V(λ) não é mais aplicável, e a figura do lúmen da lâmpada não dará uma indicação exacta da soma de luz eficiente produzida.
 Lúmens Eficientes - para definir a saída modificada do lúmen de uma lâmpada. Este novo termo leva em
consideração a mudança da sensibilidade visual em níveis mais baixos de luz. Assim, para acharmos os lúmens eficientes de uma fonte de luz qualquer a níveis escotópticos, basta substituirmos os valores de V(λ) pelos valores da sensibilidade escotóptica do olho (curva V'(λ)).

As fontes de luz

Como vimos anteriormente, o valor verdadeiro dos lúmens variam em função do espectro da fonte de luz e a resposta visual do olho. Descrevo, a seguir, como se comportam duas das mais eficientes (lm/W) fontes de luz: a lâmpada de vapor de sódio a alta pressão - "luz amarela" - e a lâmpada de vapores metálicos - "luz branca".
A figura abaixo mostra uma distribuição espectral de uma lâmpada de sódio a alta pressão. A razão para a grande saída de lúmen da lâmpada é facilmente percebida. A máxima saída de energia localiza-se na região amarelada, que tem muita influência sobre o olho. Como o lúmen é definido em função da quantidade de luz que o olho percebe sob condições fotópticas, as lâmpadas de sódio alta pressão têm mais lúmens.


Isto não se deve ao fato da lâmpada produzir grande quantidade de lúmens, mas porque o seu pico de
energia está muito próximo da maior sensibilidade fotópica do olho.
Percebe-se também que nos comprimentos de onda menores que a do pico há pouca saída de energia. Então, os lúmens eficientes para condições escopópticas são razoavelmente reduzidos. A lâmpada de sódio produz pouca luz azul e verde e assim sua eficiência sob iluminação com baixos níveis é consideravelmente reduzida.
Para as lâmpadas vapor de sódio de baixa pressão estes efeitos são mais acentuados. Praticamente todas as saídas de energia localizam-se na região amarela, proporcionando uma grande saída de lúmens. Sob visão escotóptica, não há quase energia saindo nos comprimentos de onda de sensibilidade do olho. A eficiência das lâmpadas de sódio de baixa pressão é reduzida drasticamente sob baixos níveis de luminosidade.
A figura abaixo mostra uma distribuição de uma lâmpada vapor metálico. Para esta lâmpada existe uma considerável saída de energia praticamente em todos os comprimentos de onda, com picos nas regiões azul, azul-verde e amarela.



Quando a saída de energia é multiplicada pela curva de sensibilidade fotóptica, temos como resultado uma grande saída de lúmen. Para as condições escotópicas, os picos de energia da lâmpada estão na região de alta sensibilidade do olho, principalmente, as regiões azul e azul-verde.
O resultado é que os lúmens eficientes aumentam para a lâmpada de vapores metálicos a medida que o nível de luz é reduzido e quando o olho passa por um pico de sensibilidade na região do verde e do azul.
Em termos práticos, podemos dizer, sob condições de visão fotópica, que as lâmpadas de vapor metálico são aproximadamente 16% menos eficientes que as lâmpadas de vapor de sódio a alta pressão, ou que a lâmpada de vapores metálicos produz aproximadamente 16% menos lúmen/watt do que a vapor de sódio, ou ainda, que é necessário uma demanda de energia 19% maior de uma lâmpada de vapores metálicos do que uma lâmpada de sódio de alta pressão para produzir o mesmo efeito visual.
Já em termos de visão escotóptica, a lâmpada de vapores metálicos é cerca de 125% mais eficiente que uma lâmpada vapor de sódio a alta pressão produzindo o mesmo efeito visual. A tabela abaixo compara algumas fontes de luz comunsem termos de suas eficiências fotópticas e escotópicas.





Abraços

Visão Humana



Até pouco tempo, pensava em iluminação pública como modo de criar, no período nocturno, as
condições necessárias para a visão de um motorista. Aspectos importantes na iluminação das cidades não eram considerados e, assim, diversos detalhes e interações que compõem o cenário urbano eram ocultados.
A sua crescente associação com o sentimento de segurança vem obrigar a prover as ruas públicas de mais iluminação. Hoje, embora em pequeno número, verificamos que a iluminação nas cidades também tem sido
direccionada no sentido da valorização do seu patrimônio histórico e da criação de ambientes urbanos voltados ao bem estar dos cidadãos. Contudo, os projetos de iluminação, assim como os planos de eficientização em iluminação pública vem sendo elaborados apenas sob a óptica dos índices luminotécnicos
a serem respeitados, da eficiência energética e da eficiência luminosa (lúmen/watt). "Padronizou-se", ampla, geral e irrestritamente, a utilização da lâmpada de vapor de sódio alta pressão, fonte de luz monocromática de cor amarelada, que sem nenhuma dúvida é a que apresenta a melhor relação eficiência luminosa (lm/W).

Mas, como se comporta a visão humana neste cenário monocromático?

Bom em termos de visibilidade, é a lâmpada de sódio a mais eficiente?

O olho humano e a curva V(λ)
O olho é um sistema de percepção de luz formado por um agente fotoreceptor (retina) e um obturador (pupila).
A retina é composta de dois tipos de fotoreceptores: cones e bastonetes.
Os cones localizam-se na região central do campo visual, estão associados com a visão diurna, colorida, e com a percepção dos detalhes finos, enquanto os bastonetes localizam-se na periferia do campo de visual e estão associados à visão noturna. Podemos dizer que os cones são activos em níveis de alta luminosidade e os bastonetes activos em baixa luminosidade, ou seja, cones e bastonetes possuem respostas ou sensibilidades espectrais diferentes, definidas, respectivamente, como visão fotóptica e visão escotópica. Os cones são mais receptivos a luz verde no comprimento de onda de 508 nanômetros, enquanto os
bastonetes são mais receptivos a luz azul-verde em 555 nanômetros. Podemos também definir, em
função dos níveis de luminosidade intermediários, a visão mesópica.
O padrão de visão humano foi definido através de experiências realizadas na década de 20. Estas experiências determinaram a sensibilidade espectral à luz do sistema visual humano, definindo a curva V(λ), que representa a resposta espectral de uma pessoa sob condições fotópicas.
Na figura abaixo estão representadas as curvas de sensibilidade espectral relativa do olho humano.





Abraços

Fotometria



Como o nome indica, fotografia significa escrever com a luz.
Nesse aspecto a câmera fotográfica funciona como o olho humano. Na realidade não vemos os objectos mas sim a luz reflectida destes que chegam até aos nossos olhos. Dessa maneira o que passa pela lente da câmera fotográfica é a luz reflectida dos objectos. Medir a quantidade exacta de luz necessária para formar a imagem no sensor ou filme fotográfico e é o que chamamos de fotometria.
A maioria dos iniciantes, fotógrafos amadores e muitos profissionais, confiam totalmente na medição automática das câmeras. Algumas compactas digitais nem possuem um modo manual para o próprio fotógrafo fazer as regulagens, mas as medições automáticas podem cometer erros. Existem situações em que o próprio fotógrafo tem que decidir qual a regulagem a usar, senão desta forma corre o risco de perder a imagem.

Três factores são importantes para realizar a fotometria: o ISO, a velocidade do obturador e a abertura do diafragma. Quando a câmera está no automático ela decide quais os valores a empregar nessas variáveis levando em conta a quantidade necessária de luz.

Fotômetro

É o aparelho que mede a quantidade de luz existente no ambiente e fornece as regulagens necessárias para a câmera capturar a imagem. Existem fotômetros externos e toda câmera possuí um fotômetro interno. Através desse aparelho podemos mudar as variáveis segundo nossas necessidades e obter uma leitura de exposição se está estiver correcta.

Velocidade ISO

O ISO (International Standards Organization, uma espécie de ABNT internacional), é o padrão escolhido para delinear a sensibilidade das películas (filme). Muitos outros padrões existiram, como o ASA (Americano) e o DIN (Alemão). Quanto maior o ISO do filme, maior é a sua sensibilidade a luz, porém pior é a qualidade de imagem. Isso dá-se porque os filmes mais sensíveis possuem grãos de prata maiores, que causam uma granulação na foto. Por exemplo o ISO 50 era usado em dias com muito sol ou em estúdio por conta de sua alta qualidade de imagem e cor, enquanto o ISO 3200 é utilizado em situações com pouca luz. Nas digitais esse padrão foi mantido, mas o problema da qualidade de imagem mostra-se. Em ISOs mais altos as imagens acabam por criar uma aberração cromática chamada de ruído.

Obturador

O obturador é uma "cortina" que abre e fecha permitindo a entrada da luz. Sua velocidade é medida em fracções de segundos. Quanto menor a velocidade, maior é a quantidade de luz que atinge o sensor ou o filme. A velocidade do obturador é importante em momentos onde a acção se desenrola de maneira rápida. Objectos em movimento necessitam de uma alta velocidade de obturação (a partir de 1/500 avos de segundo) para que não saiam mal, enquanto objectos parados pode-se usar velocidades mais lentas. Muitas câmeras compactas não possuem um obturador mecânico, sendo que a velocidade de captura é simulada pela activação do sensor. Algumas DSLR possuem um obturador híbrido, onde a velocidade de captura e conseguida através do accionamento mecânico e do sensor, conseguindo assim um menor desgaste do obturador e um consequente aumento da sua vida útil.

Compensação de Exposição

Embora nem todas as câmeras compactas possuam um modo manual, quase todas elas possuem o recurso de Compensação de Exposição
Este recurso existe para que o fotógrafo minimize situações onde o fotômetro interno da câmera possa a vir a enganar-se. Se o objecto fotografado ficar muito escuro na imagem, coloca-se a compensação de exposição em +1 e a câmera vai deixar entrar um pouco mais de luz para realizar a foto. O contrário também é possível sendo que nas fotos muito claras é necessário regular a compensação para -1.

Mas como é que isto tudo funciona?

Vamos imaginar que estamos em uma peça de teatro. Esta é uma situação complicada, pouca luz e é proibido usar o flash. Nesta situação temos que usar uma velocidade de obturador onde as pessoas em movimento não fiquem destrocidas. Aumentando a velocidade de obturação consequentemente uma quantidade de luz menor vai entrar pela lente. Nesse caso é necessário abrir mais o diafragma. Mas, quanto mais o diafragma é aberto, menor vai ser a profundidade de campo. Nesse caso o ISO é elevado (1600 ou 3200) para que possamos ter um diafragma em uma abertura média (f/3,5) e um obturador em velocidade necessária para capturar os movimentos (1/90). Se a câmera estivesse no automático estas regulagens seriam diferentes e as fotos não seriam satisfatórias.

No fim de tudo é regulado para que uma mesma quantidade de luz passe pela lente, dependendo da situação temos que ter uma prioridade nas regulagens. Cabe ao fotógrafo e não a câmera decidir que velocidade, abertura e ISO utilizar.

Curiosidades


- As lentes mais claras, com diafragma f/2,8 costumam ser as mais caras, justamente por permitir fotografias em ambientes mais escuros, utilizando ISOs mais baixos;


- Geralmente as lentes de menor qualidade são mais nítidas no centro do que nas bordas. Ao usar um diafragma em f/16 é possível aproveitar só a área central da lente, o que aumenta a nitidez da mesma.


- As câmeras mais modernas (e consequentemente mais caras) estão a melhor  muito a qualidade das imagens em ISOs mais altos.


- A pouca profundidade de campo pode ser usada de modo muito criativo, principalmente em retratos, dando uma qualidade especial no desfoque no fundo do objeto fotografado.

http://outreach.atnf.csiro.au/education/senior/astrophysics/photometry_links.html

Abraços



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Densitometria nas Artes Gráficas


Chama-se densitometria o procedimento de medição da densidade óptica de filmes fotográficos e produtos impressos e uso dessas medidas para controlar as variáveis da reprodução gráfica.
A densitometria de reflexão é empregada para avaliar a densidade óptica de originais fotográficos e produtos impressos, enquanto a densitometria de transmissão presta-se a avaliar a densidade óptica de originais transparentes e fotolitos.
Os densitômetros de reflexão medem a quantidade de luz refletida num ângulo de 90°; os densitômetros de transmissão medem a fração da luz incidente conduzida através de uma transparência positiva ou negativa, sem absorção ou espalhamento; os densitômetros combinados medem as densidades refletidas e transmitidas.
Os densitômetros permitem avaliar a gama tonal de originais ou cópias fotográficas, o ganho-de-ponto, o contraste relativo, a aceitação de um filme de tinta sobre outro (trapping), a saturação, o erro de tom, a
porcentagem de gris, a eficiência das tintas etc.
Variações de densidade durante a impressão são indicativos de desequilíbrios que podem conduzir a problemas graves. As tolerâncias admissíveis não devem superar ± 0.04 a ± 0.06 de densidade. Dependendo da geometria do sistema de tintagem da impressora, podem ocorrer variações de até ± 0.12 de densidade entre a pinça e a contrapinça da folha, e variações de ± 0.09 de densidade na distribuição lateral de tinta.
As tintas de impressão apresentam limitações que devem ser respeitadas.
Por exemplo: enquanto um original fotográfico P/B tem densidade em torno de 2.0, as tintas pretas não conseguem reproduzir além de 1.50 a 1.60 de densidade em papel cuchê, ou menos do que isso em papel não-revestido. A tentativa de conseguir saturação superior leva a problemas de ganho-de-ponto, emulsionamento excessivo de água em tinta e outros, resultando no inverso do esperado ou em problemas ainda piores.
Os densitômetros, portanto, auxiliam na avaliação objetiva dos fenômenos relacionados à cor e ao controle dos processos de pré-impressão e impressão:

• na pré-impressão

- determinação de densidade e contraste de cópias fotográficas.

- determinação das características da emulsão fotográfica.

- monitoração do processamento dos filmes com o auxílio de escalas de controle.

- ajuste da curva de reprodução.

- determinação das curvas de linearização de scanners e imagesetters.

- controle de exposição e revelação de chapas offset através de escalas de

controle.

• na impressão


- determinação da força das tintas.

- cálculo do desvio de tom das tintas.

- cálculo da % de gris das tintas.

- cálculo da aceitação (trapping) das tintas.

- cálculo da eficiência das tintas.

- determinação da transparência das tintas.

- diagramas das cores (círculo, triângulo, hexágono).

- controle de impressão (variações de qualidade).

- cálculo do ganho-de-ponto.

- cálculo do contraste relativo.

- cálculo da carga ótima de tintas.

- determinação da curva de transferência das tintas.

- determinação do assentamento das tintas (dryback).

- determinação da transparência do impresso.

- auxílio na preparação de cores especiais por mistura física de tintas.
 
Abraços
 
http://www.idigitalphoto.com/dictionary/densitometry

Sensitometria





É a ciência que estuda e avalia os negativos, os dispositivos, as ampliações e imagens geradas por materiais fotossensíveis como, por exemplo, os microfilmes define o relacionamento mais adequado entre a exposição e a densidade. É a sensitometria que define os padrões de funcionamento dos fotômetros e dos flash meters - aparelhos igualmente destinados a medir a intensidade da luz que irá incidir sobre o filme.
Esta pode ser defenida como medida do efeito do produto da exposição da luz sobre uma emulsão fotográfica revelada.
Na fotografia em branco e preto, o efeito de exposição traduz-se em diversas densidades cinza de prata metálica, ao passo quen na fotografia colorida, ela se traduz em densidades de corantes. Quanto maior a exposição, mais intenso é o depósito de prata ou de corantes na imagem revelada.

Para se obter um trabalho final de grande rigor tem de se controlar todas as etapas:

Exposição - A metodologia de determinação da uma exposição rigorosa no sentido de obter uma dada imagem final foi estruturada pelo fotógrafo americano Ansel Adams e designa-se por Sistema de Zonas.

Sensibilidade da película - Ao aplicar o Sistema de Zonas, torna-se necessário conhecer com rigor qual a sensibilidade real que o filme tem, uma vez que a sensibilidade que o fabricante especifica é meramente indicativa. A sensibilidade depende do revelador usado e das condições da revelação, do lote de fabrico e condições de armazenamento do filme, do fotómetro estar ou não calibrado, etc.

Impressão da Fotografia - Etapa final do processo. Uma vez que exista um negativo correcto, obter a imagem pretendida torna-se muito mais fácil, e é sempre possível fazer diversas tentativas.

A sensitometria trata do segundo ponto - determinação da sensibilidade real de um filme nas condições em que vai ser usado e processado.

Abraços

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Controlar a profundidade de campo




Apesar do tamanho de impressão e a distância de visualização serem fatores importantes que influenciam na aparência do círculo de confusão para os nossos olhos, a abertura e a distância focal são dois elementos chave que determinam quão grande o círculo de confusão será no sensor da sua câmera. Aberturas maiores (números F menores) e distâncias de foco mais próximas produzem profundidades de campo mais rasas. O seguinte teste de profundidade de campo foi feito variando-se a abertura, mas com a distância de foco fixa e com uma lente de 200mm numa câmera digital com um sensor com fator de corte de 1.6X (ou seja, a lente é equivalente a uma de 320mm em uma câmera de 35mm):




      








          f/8.0














           f/5.6











 


         f/2.8


 
Esclarecendo: distância focal e profundidade de campo

Notem como a distância focal não foi mencionada como um factor que influência a profundidade de campo mesmo que as câmeras teleobjectivas aparentem criar uma profundidade de campo muito mais rasa, isso deve-se principalmente ao facto delas normalmente serem usadas para fazer com que o objecto da foto aparente ser maior quando o fotógrafo não consegue aproximar-se dele. Se o objecto ocupar a mesma fracção do visor da câmera (magnificação constante) para ambos uma lente grande angular e uma teleobjetiva, a profundidade de campo total é praticamente a mesma com a distância focal!
Isso, é claro, obrigaria a uma proximidade muito maior com a lente grande angular ou uma distância muito grande com a teleobjetiva, como é demonstrado na seguinte tabela:

Distância Focal (mm)     Distância de Foco (m)    Profundidade de Campo (m)


           10                                   0.5                                0.482

           20                                   1.0                                0.421

           50                                   2.5                                0.406

          100                                  5.0                                0.404

          200                                  10                                 0.404

          400                                  20                                 0.404

Para perceberamos como há realmente uma subtil mudança para as menores distâncias focais, isto é um efeito real, mas é desprezível quando comparado com a abertura e a distância de foco.
Sendo a profundidade de campo total sendo práticamente desprezível, a fracção de profundidade de campo que está em frente e atrás da distância de foco muda com a distância focal, como vemos abaixo:

                                 Distribuição da Profundidade de Campo
Distância Focal (mm)         Trás                   Frente


         10                            70.2 %               29.8 %

         20                            60.1 %               39.9 %

         50                            54.0 %               46.0 %

        100                           52.0 %               48.0 %

        200                           51.0 %               49.0 %

        400                           50.5 %               49.5 %

Isso mostra uma limitação do conceito tradicional de profundidade de campo: ele só leva em conta a profundidade de campo total e não sua distribuição em torno do plano de foco, mesmo que ambos contribuam para a percepção de nitidez.
Uma lente grande angular tem uma transição mais gradual da profundidade de campo atrás do plano de foco do que na frente, o que é importante para fotografias de paisagens.

Por outro lado, quando um objecto numa distância fixa é focado a partir de um mesmo ponto, uma lente com distância focal maior terá uma profundidade de campo menor (apesar das imagens aparentarem algo completamente diferente). Isso é mais próximo ao uso diário dos diferentes tipos de lentes, mas é um efeito devido a magnificação e não distância focal.
Lentes com distâncias focais maiores também aparentam ter uma profundidade de campo menores pois estas "achatam" a perspectiva. Isto resulta em fundos muito maiores relativamente ao primeiro plano, mesmo se não há mais detalhe. A profundidade de campo também aparenta ser menor para as câmeras SLR do que para compactas digitais pois as SLR necessitam menores distâncias focais para atingir o mesmo campo de visão.

Abraços!

http://www.normankoren.com/Tutorials/MTF6.html

Profundidade de campo




A profundidade de campo é gama de distâncias em torno do plano focal na qual há nitidez aceitável. A profundidade de campo depende dos tipos de câmeras, aberturas e distância, apesar de também ser influenciada pelo tamanho da impressão e pela distância de visualização da imagem. Essa secção foi pensada para ajudar a melhorar a compreensão intuitiva e técnica de profundidade de campo aplicada na fotografia.



A profundidade de campo não muda em nenhuma região da imagem de modo abrupto, ou seja, em nenhum ponto observa-se transição de nitidez total para desfoque, sempre ocorre uma transição gradual. Na verdade, tudo imediatamente em frente ou atrás do plano de foco já começa a perder nitidez mesmo que não percebamos com nossos olhos ou pela resolução da câmera.

Círculo de Confusão




Já que não existe um ponto crítico de transição, um termo mais rigoroso chamado de 'círculo de confusão' é usado para definir quanto um ponto precisa estar borrado para ser visto como desfocado. A região onde o círculo de confusão se torna perceptível está fora da profundidade de campo e então não é mais 'aceitavelmente nítida', isto é, está fora de foco. O círculo de confusão acima teve o tamanho exagerado para ficar mais claro; na realidade ele teria um tamanho equivalente a uma pequena fração da área do sensor da câmera.



Quando que um círculo de confusão se torna perceptível aos nossos olhos?
Um círculo de confusão aceitavelmente nítido é definido de uma maneira não muito rigorosa como um que não é percebido se observado a uma distância de 30 cm e numa impressão padrão de 20x25 cm.




Considerando essas distância e tamanho, os fabricante de câmeras assumem que um círculo de confusão é irrelevante quando não é maior que 0.2mm. Como resultado, os fabricantes de câmera usam esse padrão quando mostram os marcadores de profundidade de campo em lentes (ver imagem acima). Na realidade, uma pessoa com uma visão 'normal' pode discernir elementos com 1/3 desse tamanho ou menores, assim o círculo de confusão deve ser ainda menor do que 0.2mm para produzir nitidez aceitável.

Há um círculo de confusão máximo diferente para cada tamanho de impressão e distância de visualização da mesma. No exemplo anterior com os pontos borrados, o círculo de confusão é, na realidade, menor que a resolução da sua tela para os dois pontos mais próximos ao ponto de foco, e por isso eles são considerados dentro da profundidade de campo. Isso significa que a profundidade de campo pode ser baseada em onde o círculo de confusão se torna menor que o tamanho de um pixel do sensor da sua câmera digital.

Notem que a profundidade de campo só determina um valor máximo para o círculo de confusão, e não descreve o que acontece em regiões quando elas estão fora de foco. Essas regiões são chamadas de 'bokeh' (do japonês, pronuncia-se 'bou'-'quei'). Duas imagens com profundidade de campo idênticas podem ter bokeh muito diferentes uma da outra, já que isso depende da forma do diafragma da lente. Na realidade, o círculo de confusão não é um círculo, mas normalmente pode ser aproximado por um já que é pequeno próximo ao ponto de foco. Quando ele se torna grande, a maioria das lentes geram uma forma poligonal com algo entre 5 a 8 lados.


Abraços

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Distância focal de uma objectiva?



A distância focal de uma objectiva é muito importante na composição de uma fotografia, esta determina a área de uma cena que a câmara pode “ver” quando olha para o visor ao tirar uma fotografia.

Em todas as objectivas, existe um número que indica a distância focal. Um número baixo, sempre medido em mm, indica uma lente com distância focal curta. Conhecidas como grandes angulares, este tipo de lentes permite um campo de visão amplo. As grandes angulares são ideais para paisagens, panoramas, arquitectura e grandes grupos de pessoas.

Já as lentes com grade distância focal são conhecidas como teleobjectivas. Estas fornecem um campo de visão estreito, aproximando-o do tema. São óptimas para quando quer ver um tema, como um atleta num estádio ou um animal selvagem, com a maior ampliação possível, mas não se pode aproximar.

Na prática basta saber que, quanto maior a distancia focal, mais a lente aproxima o assunto.




http://www.bobatkins.com/photography/technical/measuring_focal_length.html

Abraços

domingo, 29 de novembro de 2009

F-Stop




Este post não pretende ser um estudo exaustivo sobre este tema. Pretende sim ser
uma reunião de informacão que fiz de várias fontes para clari car o conceito de abertura ou fstop.
Para quem entra no campo da fotografia, deu de encontro com um parametro que
muita vez é confuso e que não nos é natural.
Falo do parâmetro abertura (aperture eminglês), f/number ou simplesmente f-stop.

Mecânica
Uma maquina fotográfica não é mais do que uma caixa estanque de luz (máquina parada) que contém um orifício pelo qual deixa entrar luz de uma forma controlada (máquina em funcionamento).
É a objectiva que controla a luz e é na objectiva que se situa-se o diafragma. Um conjunto de lâminas que formam um orifício de um dado diâmetro por onde passa a luz.
Uma dada objectiva tem uma distâancia focal que de ne a quantidade de campo que consegue captar. Este valor é dado em milímetros e, teoricamente, é a distância entre a primeira lente ao plano de projecção (película ou sensor) com a objectiva focada para o infi nito. Na realidade a distância focal é algo bem mais complicado, pois o facto de existirem meios de refracção (lentes) exige cálculos um pouco mais complexos.
Existem duas maneiras de controlar a luz. Pelo tempo de exposição (velocidade de obturação) ou pela quantidade de luz que pode entrar pela objectiva (abertura ou f-stop). A velocidade de obturação não é mais do que o tempo que o diafragma está aberto para que exponha o fi lme. A abertura é um número que relaciona o tamanho da abertura do diafragma com a distância focal da objectiva.

Abertura
O uso primário para a abertura é controlar a luz que entra para uma dada velocidade de obturação. No início, as máquinas não usufruiam dos sistemas so sfisticados de abertura de que hoje dispomos. Na realidade,
as primeiras máquinas usavam uma régua que tinha vários buracos que 'paravam' a luz. Daí vem o uso da palavra 'stop' (do inglês, 'parar' ). Os orifícios estavam organizados de maneira que houvesse uma escala de valores crescentes de quantidades de luz pela razão do dobro. O segundo buraco deixava entrar o dobro da luz em relação ao primeiro. O terceiro deixava entrar o dobro da luz do segundo e por ai em diante.
Ainda hoje é mantida a relação do dobro entre stops, tendo sido acrescentados valores
intermédios, normalmente fracções de stop (por exemplo, 1/3 de stop ou 1/2 de stop).
Entretanto defi ne-se a abertura como a relação entre a distância focal e o diâmetro da abertura. Sendo F a distância focal e ap o diâmetro da abertura, a relação era dada pela equação:

x =F
    ap

Era fácil encontrar o diâmetro da abertura através de

ap =F
       x
pelo que o valor da abertura passou simplesmente para f/x. Este valor pode parecer da distância focal. mas tornase bastante simples de saber se uma dada abertura é grande ou pequena para uma dada lente. Por exemplo, um f/2 signifi ca que o diafragma tem a abertura de metade da distância focal.Numa lente 50mm, a abertura seria de 25mm.
Contudo, este valor é algo confuso pois não é natural ao pensamento comum. Um valor f/22 faz com que o diafragma feche e deixe passar menos luz. Para abrir o diafragma, usa-se um f-stop mais baixo tal como f/2.8. Mesmo assim, ainda há outro aspecto que induz em erro. Uma abertura maior signi ca um valor f-stop mais baixo. Até ter estes conceitos em mente é uma questão de tempo.


Efeito
Passado algum tempo descobre-se que a abertura altera a profundidade de campo da fotogra fia. O efeito visível da profundidade de campo é a área que aparece focada numa fotogra fia. Uma abertura maior (f/2.8) diminui a profundidade de campo. Aparece uma pequena área focada. Enquanto que uma abertura mais pequena (f/22) aumenta a profundidade de campo. Pode focar grandes distâncias. Não confundir isto com a
focagem para o in finito. Um f/22 pode ter uma profundidade de campo de aproximadamente 1 ou 2 metros (depende das lentes e da máquina) enquanto que um f/2.8 pode ter uma profundidade de campo de cerca de
10 ou 20 cm.
Como uma abertura mais pequena tem uma profundidade de campo maior, parece
ser bastante vantajosa em relacção a outras maiores. Mas não é bem assim. Ao diminuir a abertura, existe outro fenómeno óptico que afecta a fotografi a ao nível da resolução.
Sabe-se que um raio de luz sofre difracção ao passar por um orifício estreito. A difracção aumenta à  medida que o orifício diminui.
Até determinados valores estamos seguros de diminuir o orifício porque a difracção não é su ficiente para ser detectada pelo olho humano ou mesmo captada por uma película sensível. Dependendo da qualidade dos elementos ópticos, da de finição da película ou mesmo do tamanho da projecção, há um valor a partir do qual não se consegue tirar proveito da diminuição da abertura. É por essa razão que não se encontram com muita frequência objectivas com f-stop superior a 22 para máquinas de 35mm. Torna-se bastante complicado aproveitar esta abertura com este tamanho de película.
Aberturas pequenas também se tornam complicadas. É fácil de imaginar que um f/1 (um diâmetro no diafragma igual à distância focal) obriga a uma construcção complicada. Mesmo um f/1.4 é complicado
sendo estas objectivas bastante dispendiosas em engenharia e em preço de compra.
Contudo, para uma simpli cação de escrita, os números adoptados são um arredondamento dos valores desta série. Na prática, não é exactamente o dobro da luminosidade mas algo bastante próximo do dobro. Os valores tomados são: 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45, 64.
Outro problema com a relação f-stop são as objectivas zoom. Assim que uma dada objectiva altera a sua distância focal, a sua relação de f-stop é alterada. Não são frequentes as lentes que corrigem a abertura consoante a sua distância focal, pois isto obriga a grandes esforços de engenharia e precisão. Um dos métodos usados é aproximar o diafragma da película à medida que a distância focal aumenta. Este método não é sufi ciente, pelo que normalmente existem duas inscrições de focagem e abertura para os dois valores extremos de distâancia focal.
Por exemplo, para uma lente de 70-210 surge a tabela de f-stop:

f-stop
70mm 4 5.6 8 11 16 22
210mm 5.6 8 11 16 22

O método mais correcto é alterar o diâmetro da abertura, mas mesmo assim torna-se bastante complicado. Por exemplo, para a lente apresentada, para manter a mesma relação de abertura f/4 da distância focal 70mm para 210mm, a objectiva necessitava de alterar a abertura de 1.75cm para 5.25cm. Assim percebe-se o custo de engenharia necessário para contornar este problema.

Na minha opinião este é um assunto bastante vasto e têm implicações directas numa dada fotografi a.
É uma das partes mais complexas e que ainda hoje é feita mecanicamente em qualquer
máquina.

Abraços

http://www.largeformatphotography.info/

Como funciona a máquina fotográfica?



Muito resumidamente e por palavras minhas a máquina fotográfica é uma câmera escura.
Através de uma abertura mínima, uma lente ou um conjunto de lentes projecta a imagem sobre uma superfície plana.
Se a superfície for um filme fotográfico, tratado quimicamente para isso, a luz altera as propriedades de cor, deixando gravada aquela imagem.
Depois o filme é revelado. Se for um negativo, as cores estarão invertidas e será preciso fazer uma cópia para obter as cores originais. Se for positivo - caso dos slides para projecção, por exemplo - basta a revelação que é a fixação das cores no filme.
No caso da fotografia digital, existe um dispositivo eletrônico, conhecido como CCD (Charge-Coupled Device), que converte as intensidades de luz que insidem sobre ele em valores digitais armazenáveis na forma de Bits e Bytes que são, então, gravados na memória.

Abraços

http://www.scienceofspectroscopy.info/edit/index.php?title=How_a_camera_works

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Como funcionam lentes em instrumentos ópticos?




Lentes: é um sistema óptico transparente que possui duas superfícies, sendo uma delas, pelo menos, curva, quase esférica. Costuma-se utilizar para alterar as dimensões aparentes de um objecto. Lupas, óculos e lentes de contacto são exemplos de lentes. Telescópios e microscópios são instrumentos que utilizam lentes.


A palavra lente deriva de lentilha, pela forma arredondada e ligeiramente abaulada.

Há dois tipos de lentes: convergente e divergente. Sendo feitas de material transparente, os raios luminosos atravessam as lentes para formar a imagem do objecto. Vai depender do tipo da lente (se é convergente ou divergente) a da posição do objecto em relação á lente.

Lentes convergentes: é aquela que concentra o feixe de luz. Na lente convergente o foco é real, ou seja, pe formado diretamente pelos raios de luz que atravessam a lente.


Existem três tipos de lentes convergentes: biconvexa, plano-convexa e côncavo-convexa. As lentes convergentes funcionam de forma semelhante aos espelhos côncavos.

A imagem nas lentes convergentes: a imagem depende da posição do objecto em relação a elas.

Lentes divergentes: é aquela que dispersa os raios incidentes. As lentes divergentes funcionam de forma semelhante aos espelhos convexos.


Existem três tipos de lentes divergentes: bicôncava, plano-côncava e convexo-côncava.

A imagem produzida pelas lentes divergentes: como nos espelhos, a imagem depende da posição do objecto em relação à lente. Para objectos reais, ela será sempre virtual, direita e menor que o objecto.

http://www.monografias.brasilescola.com/

Abraços

domingo, 15 de novembro de 2009

Lentes e formação de imagens

Todo o raio que passa pelo centro óptico (que é o centro geométrico da lente) não sofre qualquer desvio.




O que será que uma máquina fotográfica tem em comum com um microscópio, um projector de filmes de cinema, uns óculos, uns binóculos, uma luneta, um retroprojector etc... ???


É claro que já devem ter a resposta. Todos eles funcionam por causa das lentes que possuem.

Imaginem se não existisse nada que fosse capaz de aumentar ou diminuir o tamanho das imagens dos objectos. A fotografia de uma pessoa, por exemplo, teria o mesmo tamanho da pessoa. Imaginem o tamanho da máquina fotográfica necessária para isso!!! Por outro lado, não poderíamos ver coisas muito pequenas através do microscópio, pois este não iria nos fornecer uma imagem maior do objecto observado. O microscópio neste caso não serviria para muita coisa.

Mas elas existem, felizmente, e por causa disso podemos ir ao cinema, tirar fotografias, ver televisão, ver melhor (para quem usa óculos), observar coisas pequenas através dos microscópios, ver a lua de pertinho etc...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O índice de refracção e o desvio da luz.



Muito resumidamente vou explicar a relação entre as velocidades da luz nos dois meios, é chamada de índice de refracção. Vejam, na tabela ao lado, o valor da velocidade da luz em vários meios. Na última coluna vemos o índice de refracção supondo que a luz vai do ar para o outro meio. Então, se a luz vai do ar para o vidro, o índice de refracção n é dado pela divisão da velocidade da luz no ar (300.000 km/s) pela velocidade da luz no vidro (200.000 km/s). Logo, n = 1,5.
Quanto maior o índice de refracção de um material, em relação ao ar, maior será o desvio da luz quando passa do ar para esse material. Vejam, na figura abaixo, o desvio da luz quando passa do ar para os três meios relacionados na tabela acima. Em todos os casos, a luz incide na interface que separa os meios com um ângulo de 60o, para podermos comparar. O desvio é maior para o diamante, que tem o maior índice de refracção.




Observem também, que o caminho da luz é reversível. Isto é, a figura acima mostra a luz passando do ar para o outro meio, mas também serve para mostrar a luz a passar do outro meio para o ar. Por exemplo, se a luz vem da água com um ângulo de 40o, ela passará para o ar com um ângulo de 60o. Portanto, quando o feixe de luz passa de um meio para outro onde sua velocidade é maior, ele afasta-se da normal.


(Refracção da Luz) Como um peixe vê uma rapariga?

A figura ao lado mostra como um peixe vê o corpo de uma rapariga de biquini que está dentro de água até a cintura. O peixe está situado a uma distância de uns 10 metros da rapariga e vê essa curiosa imagem. Para entender porque ele vê a rapariga desta forma, observem a figura abaixo.




A figura mostra alguns raios de luz que vão do corpo da rapariga até aos olhos do peixe. As trajectórias (1) e (2) vão directamente através da água até ao peixe. Deste modo, ele vê a parte inferior do corpo normalmente.
Já um raio de luz (3) que sai dos pés da rapariga pode chegar aos olhos do peixe depois de uma reflexão total na superfície interna da água. O peixe verá a parte submersa da rapariga reflectida como se houvesse um espelho na superfície. Daí a imagem com as pernas invertidas.
Os raios de luz que saem da parte do corpo que está fora da água só podem chegar aos olhos do peixe por refracção.
O raio (4), por exemplo, que sai quase rasante à superfície, chega aos olhos do peixe na direcção (5). O alto da cabeça da rapariga (Y) será visto na posição (Z). Como o ângulo ZPY é menor que o ângulo YPX, a imagem que o peixe vê da parte de fora do corpo é achatada.


"Vale a pena traçar alguns raios extras nesta figura para entender melhor como se forma esta interessante imagem".



Abraços

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lentes





Podemos dizer, de modo simples, que lente é um corpo transparente, delimitado por duas faces, das quais uma, pelo menos, é curva. Então, uma lente esférica pode ser considerada como a intersecção de duas esferas:






Elementos geométricos de uma lente

a) C1 e C2 = centros de curvatura das faces;

b) r1 e r2 = raios de curvatura das faces;

c) Eixo principal = recta que contém C1 e C2;

d) e = espessura da lente.

Classificação das lentes delgadas – A denominação das lentes de bordas finas termina sempre com a palavra convexa; das de bordas grossas, com a palavra côncava


Lentes convergentes e divergentes – Os raios luminosos que incidem numa lente podem ser desviados, convergindo para o eixo principal ou divergindo dele. Isso depende da forma das lentes e do índice de refracção do meio onde elas se encontram:


1. Se o índice de refracção da lente for maior que o do meio em que ela está: as de bordas finas são convergentes; as de bordas grossas, divergentes.

2. Se o índice de refração da lente for menor que o do meio em que ela está: as de bordas finas são divergentes; as de bordas grossas, convergentes.

Foco principal objecto – Refere-se à luz incidente. Quando raios luminosos incidem numa direcção que contém o foco objecto, emergem paralelos ao eixo principal.

Foco principal imagem – Refere-se à luz emergente. Quando raios luminosos incidem paralelos ao eixo principal, emergem numa direção que contém o foco imagem.

Construção de imagens – Vamos proceder como fiz para os espelhos esféricos, ilustrando os principais casos.

1.º caso – Lente convergente; objecto à esquerda do ponto antiprincipal objecto Ao:


Imagem: real, invertida e do mesmo tamanho do objeto.



2.º caso – Lente convergente; objecto sobre o ponto antiprincipal objecto Ao:


Imagem: real, invertida e do mesmo tamanho do objecto.


3.º caso – Lente convergente; objecto entre Ao e Fo:

Imagem: real, invertida e maior que o objecto.


4.º caso – Lente convergente; objecto sobre Fo:

Imagem no infinito (imagem imprópria).


5.º caso – Lente convergente; objecto entre Fo e O:

 


Imagem: virtual, direita e maior (“lente de aumento”).


Equação









Nas equações acima:



f = distância focal (positiva para lentes convergentes; negativa para divergentes); di = distância imagem (positiva para imagem real, negativa para virtual);

Hi = altura da imagem (positiva para imagem direita; negativa para invertida); do = distância do objecto ao vértice;

Ho = altura do objecto.

Deixo um exemplo de aplicação

Um objecto de 6cm é colocado diante de uma lente convergente, com distância focal de 20cm a 60cm do centro óptico da lente.Qual é a posição da imagem.






 
 
 
 
 
 
 
 
Os resultados mostram que a imagem é real, invertida e colocada a 30cm do centro óptico da lente.
 
Abraços


http://www.physicsclassroom.com/class/refrn/u14l5a.cfm

Nas estradas, quando os dias estão mais quentes, temos a impressao de que esta está molhada?




Muita gente se questiona com este facto, confesso que nem eu teria argumentos suficientes para poder justificar este facto, com a aula passada percebi e dai poder dar uma pequena explicação, o facto de ver-mos a estrada molhada explica-se pela  reflexão total.


Nós num determinado instante estamos além do ângulo limite e vemos assim o reflexo do céu. Como a estrada é irregular nós vimos várias reflexões do céu dando a impressão de molhado, ou porque a luz incide do ar frio para o ar quente.
Desta forma, todo raio luminoso que incide sobre a normal é reflectido, dando impressão de que há água na estrada.


Abraços

(Refração da luz) O que se entende por ângulo limite?




O ângulo limite é o ângulo máximo em que um feixe de luz incide sobre uma superfície sem ter a reflexão total. Acima deste ângulo, qualquer feixe de luz será totalmente reflectido, sem ter refracção.



Quando o ângulo de incidência (ou de refracção) for igual a 90º, o ângulo de refração (ou de incidência) será igual ao ângulo limite (L) (ver fig.).




Fig.: O ângulo limite (L) sendo um ângulo de incidência


b) O ângulo limite (L) sendo um ângulo de refração.

Formula como chegar
s
en 1 / sen 2 = n21

1 = 90º → sen 1 = 1 e 2 = L

Substituindo:

1 / sen L = n21
sen L = 1 / n21 = n12 = n1 / n2 10

Conclusão: O ângulo limite (L) é o maior ângulo (de incidência ou refracção) para que ocorra o fenômeno da refracção e corresponde a um ângulo (de incidência ou de refracção) igual a 90º podemos observar na (fig.), que o ângulo limite (L) ocorre sempre no meio mais refringente.

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/Hbase/geoopt/refr.html

Abraços

domingo, 1 de novembro de 2009

O que é RGB e CMYK ?



Não deixa de ser bastante útil para a nossa área, muito resumidamente vou explicar para termos uma pequena ideia da diferença entre eles, vamos lá!!!


RGB:
RGB é a abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue). É o sistema aditivo de cores, ou seja, de projecções de luz, como monitores, em contraposição ao sistema subtractivo, que é o das impressões (CMYK). O modelo de cores RGB é baseado na teoria de visão colorida tricromática, de Young-Helmholtz, e no triângulo de cores de Maxwell. O uso do modelo RGB como padrão para apresentação de cores na Internet tem suas raízes nos padrões de cores de televisões RCA de 1953 e no uso do padrão RGB nas câmeras Land/Polaroid, pó Edwin Land.

http://www.interney.net/intranets/?p=9755544

CMYK
CMYK é a abreviatura do sistema de cores formado por Azul (Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e Preto (blacK).
O CMYK funciona devido à absorção de luz, pelo que as cores que são vistas vêm da parte da luz que não é absorvida. Este sistema é empregado por imprensas, impressoras e fotocopiadoras para reproduzir toda a gama de cores do espectro visível, e é conhecido como quadricromia. É o sistema subtrativo de cores, em contraposição ao sistema aditivo, o RGB.

Cyan é a cor oposta ao vermelho, o que significa que actua como um filtro que absorve a dita cor (-R +G +B). Da mesma forma, magenta é a oposta ao verde (+R -G +B) e amarelo é a oposta ao azul (+R +G -B). Assim, magenta mais amarelo produzirá vermelho, magenta mais cyan produzirá cyan e cyan mais amarelo produzirá verde.

Inclusão do preto
O preto pode ser produzido misturando os três pigmentos primários, mas por várias razões, é preciso adicionar tinta preta ao sistema:
O preto que se cria misturando os três pigmentos primários não é puro;
Empregar o 100% das tintas cyan, magenta e amarelo produz uma camada de tinta que molha a folha e tarda demasiado em secar, e ainda pode romper-se se é muito fina;

Os textos imprimem-se geralmente no preto e incluem detalhes muito finos que seriam complicados de conseguir mediante a superposição de três tintas;

O pigmento preto é o mais barato de todos, razão pela que criar negro com três tintas seria muito mais caro.

http://design.blog.br/cor/o-que-e-cmyk

Abraços